segunda-feira, 9 de março de 2015

Cuidando dos nossos universos


Temos três universos que precisamos cuidar de maneira constante. O universo pessoal, o conjugal e o familiar. Se investimos toda nossa energia e atenção à apenas um deles, desequilibramos a balança e nos tornamos inflexíveis. É preciso cuidar de cada área, sem deixar a outra de lado. A tendências é que a vida pessoal fique em último lugar quando entramos numa relação conjugal. Acreditamos que temos que virar um, sendo que a conta de 1 +1 não pode ser 1, nem 2, mas sim 3. Enfim você tem uma história, da mesma maneira que o outro, e ao se unirem precisarão construir uma nova relação juntos.

Sobre a relação entre os universos pessoal e conjugal, Khalil Gibran que tem um lindo texto sobre a relação com os filhos, também nos apresenta uma sobre nossas relações amorosas:

Vós nascestes juntos, e juntos permanecereis para todo o sempre.
Juntos estareis quando as brancas asas da morte dissiparem vossos dais.
Sim, juntos estareis até na memória silenciosa de Deus.
Mas que haja espaço na vossa junção
E que os ventos do céu dancem entre vós.
Amai-vos um a outro, mas não façais do amor um grilhão:
Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas
Enchei a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça.
Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço.
Cantais e dançai juntos, e sedes alegres, mas deixai cada um de vós estar sozinho.
Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia.
Dai vossos corações, mas não os confieis à guarda um do outro.
Pois somente a mão da vida pode conter vossos corações.
E vivai juntos, mas não vos aconchegueis em demasia;
Pois as colunas do templo erguem-se separadamente,
E o carvalho e o cipreste não crescem à sombra um do outro.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O LIMITE ENTRE SONHO E OBSESSÃO

Filme Whiplash ajuda a refletir sobre os limites para se atingir um objetivo


"Whiplash - Em busca da perfeição" (Whiplash/2014), um dos candidatos a melhor filme no Oscar 2015, é um filme incômodo. Não pelas cenas ou atuações (que são excelentes), mas pelo o que ele provoca. A história se dá em torno do jovem Andrew (Miles Teller) que busca ser um baterista de sucesso, e sua relação com um professor exigente e mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons, que concorre ao Oscar de melhor ator coadjuvante). 

O incômodo ocorre pelo caminho que o longa-metragem segue. Poderia ser mais um filme de um jovem que deseja realizar um sonho e precisa atravessar dificuldades para alcançar o que almeja. Mas o seu diferencial é justamente ir além e provocar a reflexão sobre o que separa um sonho de uma obsessão, e até onde devemos ir na busca por um objetivo. 

SEGUIR O PRÓPRIO CAMINHO OU ATENDER ÀS EXPECTATIVAS ALHEIAS? 

Como tudo em nossa vida, sempre podemos olhar a história por ângulos diferentes. Alguns podem julgar e pensar que nunca iriam se sujeitar ao que o protagonista Telles aceitou para obter a aprovação de um grande mestre. Outros julgariam os métodos de Fletcher. Talvez os personagens Telles e Fletcher representem os extremos, já que ambos são inflexíveis em algum ponto e acreditam que há apenas um caminho que nos leva para onde desejamos ir. 

Porém, o garoto Telles tem uma única certeza e não mede esforços para realizar o que tanto almeja. Então, convido-os a pensar além das partes e ampliar o olhar para o todo que o filme representa. 

Quantas vezes em nossas vidas somos limitados pelos outros? Muitos crescem com carreiras e caminhos já definidos pela família, como se houvesse a obrigação de perpetuar os papeis e convenções familiares. Ou então, quando fazemos uma escolha muito diferente do convencional, o apoio tão esperado da família a favor da nossa decisão nunca chega. O normal é sermos dissuadidos de realizar grandes feitos ou de tentar seguir nosso próprio caminho, independente de algo ou alguém.  
BOM É MELHOR QUE ÓTIMO

Por outro lado, quem disse que só seremos felizes alcançando a perfeição? Nós nos cobramos demais, e mesmo que a realização do nosso sonho esteja próxima, é como se a jogássemos para longe, por não nos sentirmos merecedores dela. 

Um dos lemas da Psicologia Positiva é o de que o bom é melhor do que o ótimo. E talvez possamos alcançar mais facilmente nossos objetivos se deixarmos de lado o ideal da perfeição. 

Mas qual seria o limite entre um sonho e uma obsessão? A verdade é que a resposta é de cada um. Definitivamente, não é possível enquadrar todos em apenas um padrão. Cada um tem uma história de vida, aprendizados e uma maneira única e singular de encarar seus problemas. Talvez, para atingir aquele sonho que tanto almeja, você precise apostar todas as fichas. Ou, então, precise ter perspectiva e saber que há outros caminhos que podem levar a um mesmo lugar. A única certeza é a de que devemos ter sonhos e traçar os objetivos para alcançá-los. E neste momento, mesmo que os outros lhe digam para desistir por ser impossível, você pode ir além. Talvez seja impossível mesmo. Mas, se não tentar, como irá saber?


Texto originalmente publicado em Personare

UM RELACIONAMENTO EXEMPLAR OU NÃO?

Filme Garota Exemplar provoca questionamentos sobre os conflitos na relação de casal


Um longa que merece ser visto é Garota Exemplar (Gone Girl/2014), baseado no livro homônimo da jornalista americana Gillian Flynn. Talvez os grandes fãs de suspense considerem que as coisas demorem muito para acontecer. Mas, para quem quer entender como certas dinâmicas de casal podem ser doentias, é um prato cheio. A história é sobre o casal Amy Dunne (Rosamund Pike, que concorre ao prêmio de melhor atriz no Oscar 2015) e Nick (Ben Affleck). Ela desaparece no dia do aniversário de casamento, e o marido torna-se o principal suspeito. O filme se desenrola sempre em clima de tensão, e as revelações sobre o casal são feitas aos poucos. 

A personagem de Rosamund Pike é intrigante. Seus pais escreveram um livro sobre alguém que seria supostamente uma versão melhorada dela, uma garota exemplar. E é essa imagem que ela carrega para si e para o seu relacionamento. Mas o que parece ser um conto de fadas vai se desfazendo com fatos e comportamentos que são gradativamente desvelados. Somente após vivenciarem uma crise, Nick passa a conhecer Amy. 

SEM DIÁLOGO, NÃO HÁ RELAÇÃO SAUDÁVEL 

A relação complicada desta dupla nos leva a refletir sobre tantos casais que fingem ter uma relação (real) a dois. Alguns até acreditam que ela exista, mas trata-se de uma ilusão que não se sustenta por muito tempo e acaba trazendo conflitos e sofrimentos. Quando não há diálogo, não é possível ter uma relação saudável. Conversar sobre dificuldades, medos e fraquezas é importante. Caso contrário, ficamos tentados a acreditar que o outro é perfeito, que não há problemas e que podemos ter o relacionamento ideal! Doce ilusão. Não há relações perfeitas - elas são construídas a partir de experiências que são vividas, elaboradas e compartilhadas a dois. 

Algo importante, que parece ter sido descartado na história dos personagens, é que não existem relações sem conflitos. Uma relação entre um casal sempre será permeada por crises. Acontece que elas não precisam destruir a relação, pelo contrário: o que fazem é fortalecê-la e torná-la mais madura quando os envolvidos se voltam para elas. Por outro lado, caso tais crises sejam ignoradas, podem se tornar tão grandes que ficam cada vez mais difíceis de serem resolvidas ou ao menos encaradas. 

REPETIÇÃO DE COMPORTAMENTO FAMILIARES 

A questão é que a união entre duas pessoas compreende muito mais do que só o casal. Toda a família está envolvida. Nossos aprendizados a respeito de como devemos nos relacionar com o outro começam na família de origem e são refeitos e reformulados ao longo de nossa vivência. Não há como negar essa influência que todos trazemos, assim, precisamos estar conscientes de que ela existe e de que podemos sempre fazer de uma nova maneira. 

Uma relação nova é sempre recheada de idealizações. Isso é comum e perfeitamente natural. O problema é quando não olhamos para o real, tanto no outro quanto em nós mesmos. Afinal, se não conseguimos olhar para quem somos verdadeiramente, como vamos conhecer quem o outro realmente é? 

O processo de autoconhecimento começa em nós. Precisamos entender quais são os padrões que nos moldam e permeiam nossas relações afetivas, caso contrário, repetiremos comportamentos e sempre atrairemos pessoas semelhantes. Uma relação saudável não pressupõe a ausência de conflitos, mas a capacidade e a maturidade de cada um para lidar com eles.

Texto originalmente publicado em: Personare

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O NOSSO IDEAL NÃO É O IDEAL DO OUTRO

Filme ajuda a refletir sobre a importância de respeitarmos a vivência de cada um


Antigamente era comum que todos cuidassem uns das vidas dos outros. Principalmente em família tudo tinha que ser compartilhado e todos podiam dar opiniões na vida alheia. Então os tempos mudaram e definitivamente a privacidade não é mais a mesma. Outrora tão desejada, a privacidade passou a ser artigo de luxo em tempos de redes sociais. E aí vem a enxurrada de recomendações ou quase obrigações. NÃO PODE ficar sozinho! DEVE ficar sozinha! PRECISA se alimentar bem! SEJA feliz! FAÇA isso, ou faça aquilo! Somos bombardeados a cada momento sobre o que devemos ou não fazer, para sermos isto ou aquilo... receitas, receitas e mais receitas. 

Já disse por aqui que não tenho nada contra as “receitas”, ou seja, as dicas e ferramentas para aumentarem nosso bem estar e autoconhecimento. Mas como qualquer receita, não significa que o que funciona bem para um funcionará bem para o outro. As receitas podem e devem ser mudadas a gosto do freguês. 

Então me lembro de um filme de 2007, mas que ilustra de maneira tocante esta questão. Garota ideal (Lars and the Real Girl/2007) conta a história de Lars Lindstrom (Ryan Gosling) um homem introvertido, que vive na garagem de seu irmão mais velho, Gus (Paul Schneider), e sua cunhada Karin (Emily Mortimer). Ele vive sua vida sem muito contato com o outro, e em algum nível todos tentam influenciá-lo para que tenham uma vida mais sociável. Lars então inicia uma relação, que ele acredita ser real, com Bianca, uma boneca inflável. A médica da família sugere que todos entrem na “ilusão” dele até que ele não precise mais dela. 

O filme tem seus toques de humor, mas também faz a gente pensar. Por ser pressionado a ter uma relação o personagem precisou dar uma satisfação à sociedade tendo então um relacionamento. Com o decorrer da trama vamos entendendo melhor o protagonista que demonstra o quanto é difícil se relacionar pelo medo de perder. Ele faz pensar o quanto cada um escolhe seu próprio caminho para superar uma adversidade, mesmo que não seja algo convencional ou que todos aconselham. 

Além disso, podemos refletir sobre o quanto invadimos a vidas dos outros dando conselhos e sugestões baseadas em nossas próprias vivências e nos esquecemos que, como diria Caetano “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Lars precisou de seu próprio tempo para superar suas dores. Ele usou de um recurso para isso, mesmo sendo criticado inicialmente, ele sabia do que precisava. Muitas vezes, as pessoas não precisam de receitas, apenas de serem acolhidas, escutadas e respeitadas em suas dores e escolhas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Notícias que Informam ou Exploram?


Recentemente assisti ao filme Abutre (Nightcrawler/2014) e achei interessante para comentar sobre o caminho da mídia de TV. O filme conta a história do jovem Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) que enfrentando dificuldades para conseguir um emprego formal, decide entrar no agitado submundo do jornalismo criminal independente de Los Angeles. A fórmula é correr atrás de crimes e acidentes chocantes, registrar tudo e vender a história para veículos interessados. * 

O filme faz pensar sobre a maneira como as informações chegam até nós e como a recebemos. Impressionante o que o Louis faz para obter uma grande reportagem. Sem nenhuma ética com o outro ele usa do que for necessário para obter as melhores imagens. E age sempre com uma frieza impressionante (Uma das melhores atuações do ator na minha opinião). 

Mas o que temos haver com isso? Fico pensando sobre tudo que é transmitido nos canais de jornalismo (sem falar da mídia impressa que não fica de fora). A manipulação ficou evidente para alguns após as últimas eleições, mas a transmissão de tragédias, crimes brutais e acidentes fatais nunca foi questionada. Afinal a mídia precisa informar certo? E nós nos alimentamos disso e com isso alimentamos nosso medo e insegurança com tudo. 

Quanto pior a tragédia, mas a notícia é transmitida e jornais são vendidos. Então sim, quem alimenta a forma como essas notícias são buscadas somos nós. Se existem jornalistas como o Louis, o que não duvido, é porque as pessoas compram a ideia. Em certo nível é como os paparazzi atrás de celebridades... Onde está o limite? Qual o limite do informativo e do “explorativo”. Quantas vezes uma mesma imagem de tragédia precisa ser transmitida, e com quantos detalhes, para que as pessoas estejam informadas? 

Então alguém pode pensar: Mas se não somos informados disso viveremos em um mundo irreal ignorando o que ocorre lá fora. A questão é que não existe um lá fora separado do que está dentro. Se informar é uma coisa, mas se nutrir apenas de notícias negativas é outra. Pois com isso passamos a acreditar, e as vezes, até a agir, como se o mundo fosse terrível cheio de misérias, pessoas más e coisas ruins por toda a parte. Porque o que é agradável não é rentável para as emissoras de televisão. Mostrar pessoas felizes, fazendo coisas boas uns aos outros e pelo planeta, não vende. Informações sobre saúde e bem estar, estão disponíveis apenas para quem é assinante de alguma TV paga e em alguns canais específicos. O que é visto são os jornais da tarde e noite. Aqueles que as pessoas assistem quando estão fazendo uma refeição. Enquanto alimentam seu corpo, se alimentam psiquicamente de crimes e tragédias. 

Penso que em nada mudará sua vida se deixar de assistir ao noticiário na televisão. Isso não é alienação, pelo contrário, é talvez entrar em contato com o que realmente importa, aquilo que se passa ao seu redor, com sua família, com as pessoas que lhe amam e com você mesmo. E não pense que é egoísmo pois você pode muito bem pensar nos outros de maneira mais positiva. Claro que há pessoas morrendo todos os dias pelos mais diversos fatores, e a cada noite podemos elevar nossos pensamentos a elas independente do motivo. A dor existe. E sofre quem perde alguém por alguma doença em uma cama de hospital, tal qual alguém que passa por alguma violência ou tragédia. Os sofrimentos são diferentes pois são únicos, mas não é a maneira da morte que faz com que sejam diferentes, mas o sentimento de cada um que deve ser respeitado. E muitas vezes em um momento que deveria ser de luto e recolhimento há notícias e imagens espalhadas por todos os lugares. E para quê? 

A questão é que também há muitas pessoas vivas, nascendo a cada momento e que esperam um mundo melhor. E este mundo está sendo feito a cada instante. Por mim, por você e por todos nós. Então contribuirmos efetivamente para que ele seja melhor, também é viver a vida de maneira mais positiva e atuante. Deixemos de ser expectadores de tragédias para sermos os protagonistas de nossas vidas e de um futuro melhor para nosso planeta! 


 *Fonte: Adoro Cinema

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

TRANSFORME SUA VIDA 2015 - ONLINE E GRATUITO

Primeiro congresso do Personare! Serão 19 especialistas em palestras diversas que lhe ajudarão a transformar sua vida!
Apenas VOCÊ pode transformar sua vida, então porque não começa agora!

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

PEDIDOS EMBUTIDOS


Uma mãe nos seus 50 anos, com dois filhos adultos e um bom marido, encontrou um cartão com esses dizeres e resolveu dar um cartão para cada um dos seus filhos no dia das mães, que seria um mês depois.

Achou perfeito, pois resumia tudo que ela gostaria de pedir aos seus filhos: que não a criticassem quando ela cometesse gafes; que não insistissem para ela se arrumar quando estava desanimada; que não reclamasse para ela dos erros e esquecimentos da empregada; que não rissem da forma como ela cantava e dançava suas músicas prediletas; que, quando ela tivesse um ataque de choro, só a abraçassem, carinhosamente, sem críticas ou perguntas; que arrumassem a bagunça do quarto, da sala ou da cozinha só porque ela estava chegando e odiava aquilo; que ficassem quietos quando ela destemperasse, mesmo sem razão aparente; que não esperassem agradecimentos pelas coisas que ela acha que são deveres mínimos; que lhe providenciassem um chá quente e um roupão macio nos seus maus dias.

Com o passar dos dias, ela foi exercitando prever a reação dos filhos ao receber o cartão. Na dúvida sobre se mantinha a decisão ou não, foi enxergando o quanto os filhos se sentiriam criticados; como eles reagiriam, criticando-a; como diriam que ela nunca estava satisfeita, que não via o que eles tinham de bom. Com isso, ela foi se sentindo mal, incompreendida, mal amada e ficou pensando como fazer para que não fosse tão ruim.

Resolveu mostrar o cartão para uma amiga e ver a reação. A amiga viu, leu e achou interessantíssimo dar esse cartão para sua mãe; ficou se deliciando com o que poderia fazer com a mãe, dando-lhe aquele cartão. No susto, a mulher não conseguiu explicar que não era para dar para a mãe, e sim para os filhos.

Passou, então, a exercitar o avesso. Como seria receber esse cartão de um dos filhos? Ele daria o cartão com pedidos embutidos: que ela não o criticasse por esquecer os compromissos, tão importantes para ela, e não para ele; que não o achasse burro por não saber quem era determinado autor, político, personagem que foi vital para o mundo, na visão da mãe; que não “marcasse cerrado” todas as vezes que tivesse “maus modos”; que entendesse o quanto é importante para ele se explicar, enquanto ela fecha a questão; que não insistisse para saber as suas respostas, quando ele mesmo não as sabe; que aceitasse quando ele não está bem, satisfeito e sorrindo, sem saber por que está assim; que não esperasse agradecimentos e reconhecimentos pelas funções básicas de sobrevivência; que lhe desse colo quando fosse possível, sem aproveitar o bom momento para fazer críticas que não conseguiu fazer antes.

Desistiu de dar o cartão.




Trecho do Livro Pais e filhos uma relação delicada de Solange Rosset